Grandes florestas: domínio de animais e plantas. É aqui que nos perdemos e por onde temos por vezes de deambular, sempre que precisamos de nos encontrar.
30.11.09
27.11.09
26.11.09
Ecos
Leitura concluída, cresce o prurido em mim, livro por viver, vida por escrever, talvez uma criança.
Que amor será este, que usa o poder da sedução, mas tão cego e surdo que (se) desespera ?
Li que as cenas entre elas excitam mais as mulheres que os homens, mas que elas têm mais dificuldade em exprimir a explosão que sentem ao morder esse pedaço sumarento de laranja. A culpa será de alguém. Dizes tu. Sempre me vi, ouvi e achei diferente, "do outro mundo", como me disse ainda ontem um miúdo a quem pensava que ensinava alguma coisa. Será talvez minha, a culpa. Digo eu.
Por estas e outras, porque há muitas perguntas por responder, um ano vai começar e eu não morrerei, - acredito que nem tu - , para além do pouquinho que todos perdemos todos os dias. E não há caderninho, nem boas intenções, nem poupanças, nem cursos que queira fazer, mas sei que, enquanto o desejar, haverá quem moa, quem ame.
Um personagem - o teu herói, prisioneiro de uma vida inteira de champanhe e marisco - terá tudo: um barco, dinheiro, a ilusão das opções, viagens na chaise-longue, e continuará a ser visitado como lenda que é. Enquanto o desejar.
O outro personagem não se atirará do rochedo, mas deter-se-á pelo tempo necessário no alto do promontório olhando ao longe o azul mediterrâneo. Chegado o momento, voltará costas ao mar que o viu nascer, descerá pelo carreiro oculto na encosta, atravessará a quase ilha até ao extremo oposto e deitar-se-á nu naquela praia nova, onde a amiga repousa com o céu no olhar e um décimo da espécie humana dentro de si.
Livro do mês: Odisseia.
24.11.09
22.11.09
O amor
... desenha-se em presença, sim. Afectiva, de partilha, para além do tempo, apesar da distância:
"La verdad es que lo único que deseo en todo momento es estar contigo."
21.11.09
Comunicação
"Tus señales de humo tienen mis ventanas abiertas. Ese humo me quita el sueño."
Com Mapmsg posso continuar a acreditar que sou a Pocahontas e que tu és o John Smith.
20.11.09
19.11.09
You´ll never leave
Com muito humor, acho que responderam às dúvidas de quem pensa por vezes demasiado e tanta sensibilidade revela.
18.11.09
Sim :)
O rapaz, a rapariga morena, o carro e muita coisa em comum. O português identifica-se de imediato: é o do Brasil. Mas a paisagem sugere frequentemente o Litoral Alentejano.
O desfecho é que é necessariamente diferente. Sim?17.11.09
16.11.09
Há um tempo
Acabei de descobrir um caminho que vou passar a trilhar, por estar, seja a que hora for, bem iluminado:
"Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas,
que já têm a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos."
(Fernando Teixeira de Andrade)
15.11.09
Cinzas e neve
Ashes and Snow, exposição do artista canadiano Gregory Colbert, consiste numa colectânea de obras fotográficas, filmes e um romance epistolar, todos eles companheiros de viagem de um museu itinerante, o Nomadic Museum, uma estrutura temporária exclusivamente concebida para acolher a exposição.
O trabalho explora as sensibilidades poéticas partilhadas pelos seres humanos e pelos animais. Ashes and Snow já viajou até Veneza, Nova Iorque, Santa Mónica, Tóquio e Cidade do México. No momento, encontra-se no Brasil.
Até ao período em que se encontrava no México, Ashes and Snow já tinha atraído mais de 10 milhões de visitantes, o que a converteu na exposição de um artista vivo mais visitada de todos os tempos.
14.11.09
Gatafunhos do pequenote
saaaaassdsdtrtyhdtastyetudrhdthdfgdthsdtgrgtegtshsthsgssgsgassdgasdsgrsgfdsgafaafadasasdfagasdsasdafdaavvasaaaa
13.11.09
Leituras
"E agora, aqui sozinho, pergunto-me também: terá um guerreiro direito ao Amor?
E pergunto-me: terá ele direito à Paz? E pergunto-me ainda: terei eu direito à Felicidade? Ao Pensamento? À Vida?"
(Alexandre Dale)
12.11.09
Não somos...
"... o guru um do outro. E necessitamos de uma apreciação normal, de um encorajamento normal, de uma ternura normal, e de uma afeição especial normal. «Precisamos» dessas coisas. Todo o nosso organismo humano precisa delas. Não somos santos nem somos anjos; somos almas em embrião mergulhadas num corpo deficientemente educado que é puxado por um cavalo solitário sedento de amor, a que chamamos emoções."
(Jacob Needleman, O Pequeno Livro do Amor)
11.11.09
Impressão ecológica
"Os holandeses, sempre criativos e amigos do ambiente, desenvolveram uma solução engenhosa e grátis para poupar 20% de tinta/toner (sem ter de imprimir em rascunho cinzento clarinho que mal se percebe).
Para quem desconhece a Ecofont, aqui fica a sugestão."
Grata a quem se preocupa.
Percursos
Partindo do princípio de que, desconhecendo-se o terreno, um instrumento de orientação nos permite chegar mais facilmente ao destino planeado, resta-nos saber se, perante o referido instrumento, não se abrem outras e novas possibilidades.
Ao viajante cabe a decisão final.
7.11.09
Sociedade civil
Ouvi três pancadas fortes nas janelas do rés-do-chão. Como o meu pequenito estava naquele momento sozinho na sala, corri para acudir. Ao afastar o cortinado, dei de caras com dois olhos enormes num rosto envolto num turbante. Devo ter feito cara de espanto, mas ele não e naturalmente avançou: que os filhos estavam com fome. E levantou uma das pernas, mostrando o pé descalço.
Não é a primeira vez que sucede comigo, não será a última vez, não nesta casa. Depois de uma breve conversa à porta, recolhi o que me foi pedindo e me fui lembrando. Sapatos, cobertor, colchão, pão, carne congelada, fruta, bolachas, iogurte, tacho, colheres.
Quis saber mais e perguntei. A família - mulher doente e três filhos pequenos - está "alojada" na estação de caminhos-de-ferro e a precisar de ajuda.Vieram da Roménia, mas nem pensar em ir à GNR. Esses não ajudam. Sugeri a igreja: é longe? perguntou, com ar de descrédito. Nem insisti. Sei que as portas estão quase sempre fechadas.
Enquanto dava e o homem recebia e arrumava, os rostos habituais da vizinhança espreitavam pelas portas e janelas semicerradas. Não estranhei e continuei.
Ontem, na Feira de Chocolate, uma das organizações sem carácter lucrativo desta nossa Vila Morena, Age GDL, matou a sede dos convivas, vendendo ininterruptamente copos de cerveja. Se o trabalho de angariação prossegue, os fundos devem ser reais.
Onde está a Sociedade Civil? Julgava que em cada um de nós havia pelo menos um pouco (para dar).
Versus (paixão e amor)
Tema recorrente, mas é o que tenho em mãos (sempre):
"Estando apaixonados encontramo-nos no momento em que encontramos o outro; no amor alcançamos a liberdade no momento em que servimos o outro; no amor alcançamos a inteligência e a clareza no momento em que podemos deixar partir pensamentos e agudeza de espírito; no amor tornamo-nos fortes e seguros no momento em que nos é permitido desistir das nossas últimas peças da nossa armadura e, num instante e, por um instante tornamo-nos completamente vulneráveis."
(Jacob Needleman, O Pequeno Livro do Amor)
A precisar de... uma maçã named JMVA (to be continued)
6.11.09
Solvente
Jacob Needleman questiona, em O Pequeno Livro do Amor: "até que ponto aquilo a que chamamos amor poderá ser considerado como uma tentativa de sermos Deus para alguém, ou de fazermos com que o outro seja Deus para nós?"
"Solvente do açúcar, dissolve-me a mim,
se chegou a altura.
Fá-lo suavemente com um toque da mão, ou um olhar.
Todas as manhãs espero na madrugada.
Isto é quando antes aconteceu.
Ou fá-lo de repente como uma execução.
De que outra maneira poderei estar pronto para a morte?
Respiras sem um corpo como uma centelha.
Sentes-te triste, e começo a sentir-me mais leve.
Manténs-me afastado com o teu braço, mas essa distância ainda me atrai mais."
(John Moyne e Coleman Barks, Open Secret: Versions of Rumi, Vermont: Threshold Books, 1984, p. 70)
5.11.09
4.11.09
Relações
Que relação existe entre uma montanha-russa e um icebergue?
Arrisco eu já: imensa, pois a diferença está apenas na perspectiva da profundidade. Observem-se as imagens: partindo do princípio de que todos vêem, acredito que só alguns possam compreender.
Felicidade
Se gostas de cinzento, se o cinzento te faz feliz:
«Contento-me afinal com muito pouco: o ter cessado a chuva, o haver um sol bom neste Sul feliz.»
(Bernardo Soares)
(JMVA)
«Contento-me afinal com muito pouco: o ter cessado a chuva, o haver um sol bom neste Sul feliz.»
(Bernardo Soares)
"Para apreciar las cosas de valor se necesita un poco de tiempo (...) creo que es más satistactorio saber que alguien estudia y aprecia todos tus movimientos, por pequeños o irrelevantes que sean.
(...) Mi palabra favorita del portugués es "saudade" (...)".(JMVA)
3.11.09
Porque
Nem de propósito. Lembro-me de ter transcrito este mesmo poema e oferecido a alguém a quem quero muito bem. Hoje deparei de novo com ele, link numa mensagem de um e-mail enviado por um amigo. Coincidência ou não, o que sinto é gratidão pela gente boa que me rodeia.
"Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não."
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
2.11.09
Dentro
Na ausência, alimento para a alma:
"Sangre remota.
Remoto cuerpo,
dentro de todo:
dentro, muy dentro
de mis pasiones,
de mis deseos."
(Miguel Hernández)
"Sangre remota.
Remoto cuerpo,
dentro de todo:
dentro, muy dentro
de mis pasiones,
de mis deseos."
(Miguel Hernández)
1.11.09
Jo-jo
"I've been holding out so long
I've been sleeping all alone
Lord I miss you
I've been hanging on the phone
I've been sleeping all alone
I want to kiss you
Well, I've been haunted in my sleep
You've been starring in my dreams
Lord I miss you
I've been waiting in the hall
Been waiting on your call (...)"
Ouvir isto na versão Bossa N´Stones é uma coisa do outro mundo. Esta tarde cinzenta e triste ganha mil cores. É o necessário enquanto não chegas.
31.10.09
Good memories
My old-brand-new pc ;) & something about the present too
"And baby really, I don't have to...
I don't have to go anywhere right now.
You want some more, you want some more a' this
Anywhere, wherever you want baby, just,
say it
aaaaaaaah, just say it"
"And baby really, I don't have to...
I don't have to go anywhere right now.
You want some more, you want some more a' this
Anywhere, wherever you want baby, just,
say it
aaaaaaaah, just say it"
30.10.09
Um perfeito Cavalheiro
São vários os motivos que me levam a colocar aqui esta imagem e escrever sobre o seu autor. Um deles é que hoje fui surpreendida com um retrato, feito por um amigo do myspace, que me recordou este, esboçado nos poucos minutos que duravam a viagem de metropolitano entre a Cidade Universitária e a Rotunda Marquês de Pombal.
Nesse fim de tarde, um amável desconhecido, que só mais tarde verifiquei tratar-se do ilustrador português Pedro Cavalheiro, aumentou a minha auto-estima em 200%. Para recordar a vida inteira. :))
29.10.09
Feliz aniversário, Princesa...
Que, no início, a Escola seja uma canção - a tua preferida - que te faça acordar feliz, saltar da cama e pensar "quero ouvir esta canção todo o dia!";
Que, anos passados, a Escola seja ainda uma boa amiga, com quem contes para um futuro melhor;
E que, depois de a Escola ter acabado, nunca te abandone, nem tu a ela; que a memória seja a de uma canção de infância; que a recordação da primeira Professora seja doce como a que ainda trago e
Que sejas muito feliz!"
Em Setembro de 97, a menina que me encheu de vontade de ser Mãe entrava para a Escola. E lá continua, agora no Ensino Superior, sempre com muito sucesso. E promete. Hoje faz 18 anos e é um dos amores da minha vida. Tal como a Mãe, minha mana Estrelinha.
Do sentimento de pertença
"Desconoces algunas cosas de la realidad de donde vivo. Hay miles de personas en ciudades satélite alrededor de Barcelona. Gente que tendrá que trabajar toda la vida para pagar la hipoteca de apartamentos infames, oscuros, y llenos de vecinos molestos. Donde tú vives eso no existe. Aquello es una maravilla."
"Cuando iba con mi equipo del colegio a jugar a otras partes de España, tenía que aguantar insultos por ser catalán. Esos ricos nunca sabrán que es eso, pero oficialmente ellos son los verdaderos catalanes, y nosotros sólo somos obreros, consumidores. Esos burgueses nunca sufrieron, ni por ellos ni por su país. Los de alrededor sí sufrimos por las dos cosas. Este tema me provoca frustración. El amor no sólo es entre personas."
(JMVA)
Talvez pela minha origem, pela história de vida e experiência de 41 anos de migrações e aprendizagens, há coisas que leio com um aperto no coração.
28.10.09
Estilos de vida
"Ela desligou o frigorífico, vendeu o carro e apaixonou-se em 366 dias.
Até onde estamos verdadeiramente dispostos a ir para tornarmos o nosso mundo mais verde?
Foi este o desafio que Vanessa Farquharson, uma jornalista canadense, colocou a si mesma, propondo-se alterar radicalmente o seu estilo de vida ao longo de um ano, estipulando a cada novo dia um novo objectivo ecológico a cumprir.
Desde escolhas simples como passar a dormir nua a decisões extremas como abdicar do uso do carro ou desligar o frigorífico, a autora tenta descobrir o que é exequível e o que não é, suscitando reflexões sobre o que realmente significa ter uma atitude ecológica. Uma obra que nos dá uma perspectiva franca e muito bem-humorada do que acontece quando o cidadão comum se entrega de alma e coração ao movimento ecológico."
Os meus desafios: na escola, motivar os meus colegas a reduzir as quantidades de impressões e cópias que fazem e me obrigam a fazer; em casa, reduzir o uso de papel na cozinha e na casa-de-banho. Dormir nua é bastante relevante para o caso.
Atraso de um mês
Parece mentira, mas não é: só agora descobri que tinha ainda pendentes, não publicados, meia dúzia de comentários valiosos com que os meus companheiros de viagens me mimaram ao longo deste mês. Só tinha que premir um botão azul para publicá-los. Muito obrigada e desculpem-me pela lentidão.
Agora entendo por que me chamam às vezes "caracola".
www.tenéte
Sentei-me à secretária, disposta a "navegar" com o Corujinha ao colo: vais fazer da-ba-da-ba-da, mamã? Tenéte?
Ter uma criança em casa é ter surpresas constantes. Basta estar atento e registar as "pérolas"...
27.10.09
Esboços
Paisagem #1 - Tu
Olhando em frente: observo atenta, procurando falhas na simetria. E vejo-as para além da curvatura do têxtil que te circunda a base do pescoço. Um sorriso que foge ligeiramente para a esquerda, marcando uma pequena e divertida cova na face. E é o que me faz sorrir - o teu sorriso - porque o teu olhar faz-me aqui voltar para te ver... olhando para mim.
Paisagem #2 - Mãos
"Há mãos que sustentam e mãos que abalam.
Mãos que limitam e mãos que ampliam.
Mãos que denunciam e mãos que escondem os denunciados.
Mãos que se abrem e mãos que se fecham.
Há mãos que afagam e mãos que agridem.
Mãos que ferem e mãos que cuidam das feridas.
Mãos que destroem e mãos que edificam.
Mãos que batem e mãos que recebem as pancadas por outros.
Há mãos que apontam e guiam e mãos que desviam.
Mãos que são temidas e mãos que são desejadas e queridas.
Mãos que dão arrogância e mãos que se escondem ao dar.
Mãos que escandalizam e mãos que apagam os escândalos.
Mãos puras e mãos que carregam censuras.
Há mãos que escrevem para promover e mãos que escrevem para ferir.
Mãos que pesam e mãos que aliviam.
Mãos que operam e que curam e mãos que "amarguram".
Há mãos que se apertam por amizade e mãos que se empurram por ódio.
Mãos furtivas que traficam destruição e mãos amigas que desviam da ruína.
Mãos finas que provam dor e mãos rudes que espalham amor.
Há mãos que se levantam pela verdade e mãos que encarnam a falsidade.
Mãos que oram e imploram e mãos que "devoram" .
Mãos de Caim que matam.
Mãos de Jacó que enganam.
Mãos de Judas que entregam.
Mas há também as mãos de Simão, que carregam a cruz,
e as mãos de Verónica, que enxugam o rosto de Jesus.
Onde está a diferença ?
Não está nas mãos, mas no coração
É na mente transformada que dirige a mão santificada, delicada.
É a mente agradecida que transforma as mãos em instrumentos de graça.
Mãos que se levantam para abençoar,
Mãos que se baixam para levantar o caído,
Mãos que se estendem para amparar o cansado.
São como as mãos de Deus que criam, que guiam,
que salvam; que nunca faltam.
Existem mãos ... e mãos ..."
Paisagem #3 - Coxa, perna, pé
Imagino dois ângulos rectos e muito mais do que duas direcções.
Paisagem #4 - Pés
Feitos para andar, correr, nadar. Parados? Só por um momento...
Paisagem #5 - Eu
Naquele dia olhaste-me como se nunca me tivesses dito que me ias amar para sempre. Podia ter caído, sem cor, no vazio. Mas preferi continuar a deslumbrar-me com o que havia dentro de mim.
26.10.09
The miracle of love
"(...) Seguiré escuchando "speak your heart" unos días más. Quiero saber en que estoy fallando y que podría hacer mejor para ti.
(...) disfruta de hoy , piensa que en el futuro vendrán cosas buenas!"
(JMVA)
[Lizz Wright, The Orchard - Speak Your Heart]
"I know what you wanna say , I see the words behind your eyes
By the time you show me what you're hiding it won't be no surprise
Why do you keep on whispering
Talking with your face turned away
You say that love don't come easy for you
What makes you think I ain't afraid
Let me in , or let me go
It's time you tell me where you're standing baby
I won't go down if you say no
Just open up your mouth and say it baby
Speak your heart
Speak your heart
You used to say , the world goes away when you're with me
I don't want to be your reacuring dream
Let me out , let me stay after the sun rises
I want to be real to you , no more disguises
Let me in , or let me go
It's time you tell me where you're standing baby
I won't go down if you say no
Just open up your mouth and say it baby
Speak your heart
Speak your heart
Speak your heart
Speak your heart"
25.10.09
Espelho da alma
"Tus ojos me devuelven la ilusión."
"Dudo que ningún filósofo pudiera encontrar una explicación racional sobre lo que siento cuando miro tus ojos."
(JMVA)
24.10.09
Asaf Avidan
Como se pode chegar ao êxtase escutando Her Lies:
"She said baby, get down on your knees
i said babe, if you insist
She said why do you keep seeing things
you know that adon't exist
I said baby, I love you, now what can I do
I'll probably love you till the day I die
She said well pretty honey, if that's true
give me both them pretty eyes
I said baby, you can have them - you can have my eyes
see, I was thinking if she took them, I won't see her lies
but my baby, I can taste her lies
She said baby, get into this savk
I said babym I don't know what's there
She said all I want to do with you
is take you with me everywhere
I said ok babym take me everywhere
take me through the day and night
She said oh silly babem sib;t you kid with me
you know I really don't have the time
Still I said baby, you can take me - and I got right in
see, I was thinking if she took me, I could taste her skin
but my baby - all I taste is her lies
"She said baby, get down on your knees
i said babe, if you insist
She said why do you keep seeing things
you know that adon't exist
I said baby, I love you, now what can I do
I'll probably love you till the day I die
She said well pretty honey, if that's true
give me both them pretty eyes
I said baby, you can have them - you can have my eyes
see, I was thinking if she took them, I won't see her lies
but my baby, I can taste her lies
She said baby, get into this savk
I said babym I don't know what's there
She said all I want to do with you
is take you with me everywhere
I said ok babym take me everywhere
take me through the day and night
She said oh silly babem sib;t you kid with me
you know I really don't have the time
Still I said baby, you can take me - and I got right in
see, I was thinking if she took me, I could taste her skin
but my baby - all I taste is her lies
23.10.09
Falando de amor
"¿Quieres decirme algo? (...)"
"(...) durante esta tarde falou-se de amor. Falar de amor comigo é tocar-me profundamente (...)"
"(...) durante esta tarde falou-se de amor. Falar de amor comigo é tocar-me profundamente (...)"
22.10.09
"Dále" forte
Quem mistura com tanta sensibilidade palavras, sons, tons, sabores e aromas merece nota máxima. Parabéns, Joaquim. Enchantée...
"Enfim, o mundo muda e nós nele. Uma das coisas más de um artigo em jornal é não podermos pôr um link imediato para algo de belo ou sensível. Porque agora o que me apetecia era uma canção. Apenas uma canção. Partilhada de imediato com todos. Ou apenas um beijo na boca. Apenas um, sem fim. Um beijo na boca que dissesse: ”meu deus, como isto é bom”."
Magnífico.
21.10.09
Mais uma vez as maçãs
ou
A LIMPEZA DEBAIXO DO SOFÁ
Era uma vez um projecto sólido, amplo, confortável, recheado de sonhos macios e quentes. Talvez sejam levados a pensar que estou a falar de um sofá, tipo estrutura-enchimento-forro, mas não. Não era um sofá nem qualquer peça de mobiliário - era uma casa, aquilo a que alguns chamam "lar". Aí se instalou, um dia, um casal de traças. O casal, como todos os casais felizes a sério, mobilou o seu ninho e teve filhos como quem suspira de amor. É claro que também tiveram os brindes inerentes a estas maravilhosas aquisições, mas isso não vem agora a propósito.
Era uma vez um sofá que poderia ilustrar um conto infantil. De cores brilhantes e linhas perfeitas, harmoniosamente colocado na sala de estar ampla e luminosa da família de traças. Com o tempo e o uso, digo, consumo, sucedeu o inevitável ao distinto sofá: adoeceu, quebrou e, num suspiro, cedeu de vez.
Era uma vez uma empregada de limpeza competentíssima. Certa manhã, muito cedo, irrompeu pela sala da casa onde viviam felizes as traças, abriu totalmente os cortinados e escancarou as janelas com tal violência que acordou toda a família. Sem dó nem misericórdia, atirou com os restos mortais do sofá para dentro de um saco de lixo gigante e aspirou vigorosamente o chão. As pequenitas gritaram por socorro, mas o aspirador abafou-as e calou-as de vez. Quando a empregada saiu, suspirando de alívio, apesar de vazia e só, a sala ficou mais ampla e luminosa.
Era uma vez alguém que queria escrever sobre o que existia debaixo de um sofá. Entrou pé-ante-pé na sala onde outrora suspiravam felizes as traças roendo o sofá e olhou em redor. Tarde demais. Recuou, fechou a porta devagar e, como costumava fazer quando se sentia invadir pelas dúvidas, caminhou até à praia, mordiscando um pau de canela.
Era uma vez uma maçã, perdida nas franjas húmidas e salgadas de um areal. Alguém a terá encontrado, uma tarde, enquanto caminhava, tentando imaginar o que existiria debaixo de um vulgar sofá. Talvez um motivo para uma nova história? Aproximou a maçã do seu rosto, tentando sentir-lhe o aroma e ouviu-a suspirar. Estranhou, mas observou-a com a inocência de uma criança curiosa. Rodou-a na sua mão e admirou-lhe a pele lisa e dourada. Fitaram-se longamente olhos-na-pele ao pôr-do-sol e sorriram - lábios de alguém no brilho da maçã. Trocaram beijos com sabor a fruta e canela. Imaginam o resto da história?
Era uma vez uma maçã. Não quero dizer com isto que alguém tenha ingerido a maçã. É possível que tenha acontecido o inverso. Aliás, tudo é possível. E talvez sejam levados a pensar que estou a falar de um fruto, mas não. Esta é a história de um casal de traças a brincar, mas felizes a sério. O que existe debaixo do sofá? Não tem importância, desde que haja um final feliz.
20.10.09
19.10.09
17.10.09
Nas nuvens
"Eres como un día de nube cerrada, no sé cuando lloverá, sólo sé que estás sobre mi cabeza y que me gusta esa sensación. Quiero que llueva pronto y que me caiga encima el agua."
(JMVA)
16.10.09
Amar
Para uma maçã muito especial, um poema de Carlos Drummond de Andrade:
"Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
"Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita."
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita."
15.10.09
Sobre o(s) sofá(s)
Confesso-me preguiçosa para escrever sobre este tema. A culpa talvez seja do que representa esta peça de mobiliário para mim. Sem lareira ou companhia, nem vale a pena lembrar que existe.
Curioso é o que João Tunes escreveu sobre o dito:
"Sobretudo, não se enterrem num sofá. Um sofá é um engano como descanso para os ossos, porque se a esses ele nos repousar, logo vai cobrar juros agiotas em perdas de viagens de alma e horizontes. E, depois, não se deve ceder à tentação simplista de que o sofá está ali à nossa espera, só para nós. Há sofás malandros, alguns viciosos até. Escondem sonhos plantados e depois é o diabo, cohabitar os nossos sonhos com os sonhos trazidos pelo sofá. E se a coisa não resulta? O melhor mesmo é fugirem do sofá. Andem e caminhem. Vá lá."
Apoiado. Toca a andar.
14.10.09
Uma questão de fé
Fui dar com o meu pequeno na sala, a ver um DVD... na versão castelhana. Juro que, apesar de não termos acesso à rede de televisão, portuguesa ou outra, não lhe tenho faltado com DVDs suficientemente pedagógicos. Vá-se lá entender como é que, através da amamentação ou de um processo mais complexo, o meu filhinho tem desenvolvido competências no domínio de outras línguas, para além da materna.
13.10.09
Não sou eu
- disseste tu. Respirei fundo. Eram apenas receios.
Mas então, somos...
"Distant lover, lover (lover, lover, lover)
So many miles away
Heaven knows that I long for you
Every night, every night
I plan, sometimes I dance
Through the day
Distant lover (lover, lover, lover)
You should think about me
And say a prayer for me
Please, please baby
Think about me sometimes
Think about me here
Here in misery
Misery
As I reminisce, oh baby, through our joyful summer together
The promises we made
All the daily letters
Then, all of the sudden
Everything seemed to explode
Now, I gaze out my window
Sugar, down a lonesome road
Distant lover (lover, lover, lover)
Sugar, how can you treat my heart
So mean and cruel
Sugar, sugar
Treat every moment that I spent with you
I treasure every like it was a precious jewel
Please, Lord have mercy
Please, come back, baby
Somethin' I wanna say
When you left
You took all of me with you
Do you wanna hear me scream
Come back and hold me, girl"
Mas então, somos...
"Distant lover, lover (lover, lover, lover)
So many miles away
Heaven knows that I long for you
Every night, every night
I plan, sometimes I dance
Through the day
Distant lover (lover, lover, lover)
You should think about me
And say a prayer for me
Please, please baby
Think about me sometimes
Think about me here
Here in misery
Misery
As I reminisce, oh baby, through our joyful summer together
The promises we made
All the daily letters
Then, all of the sudden
Everything seemed to explode
Now, I gaze out my window
Sugar, down a lonesome road
Distant lover (lover, lover, lover)
Sugar, how can you treat my heart
So mean and cruel
Sugar, sugar
Treat every moment that I spent with you
I treasure every like it was a precious jewel
Please, Lord have mercy
Please, come back, baby
Somethin' I wanna say
When you left
You took all of me with you
Do you wanna hear me scream
Come back and hold me, girl"
Leituras
É o poema da semana. Mas pode ser o que canto e repito para o infinitesimamente pequeno que há dentro de mim, digo: o mundo.
"Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam
(os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."
Carlos Drummond de Andrade
12.10.09
11.10.09
Sueño de sonido a mar
Se dejaba llevar
Azul, lineas en el mar
que profundo y sin domar ya acaricia una verdad
y tu ...no lo pienses mas, o te largas de una vez
o no vuelves nunca hacia atras
se dejaba llevar, se dejaba llevar por ti
no esperabba jamas, y no espera si no es por ti
nunca la oyes hablar, solo habla contigo y nadie mas
nada puede sufrir que no sepa solucionar
temor, alcohol de quemar
pon tus manos a volar, o en tus ojos el temor
azul, vuelve a reflejar, y fundido con el sol
reina un sueño de sonido a mar.
se dejaba llevar, se dejaba llevar por ti
no esperaba jamas, y no espera si no es por ti
nunca la oyes hablar, solo habla contigo y nadie mas
nada puede sufrir que no sepa solucionar
se dejaba llevar, se dejaba llevar por ti
no esperaba jamas, y no espera si no es por ti
nunca la oyes hablar, solo habla contigo y nadie mas
nada puede sufrir que no sepa solucionar
Azul, lineas en el mar
que profundo y sin domar ya acaricia una verdad
y tu ...no lo pienses mas, o te largas de una vez
o no vuelves nunca hacia atras
se dejaba llevar, se dejaba llevar por ti
no esperabba jamas, y no espera si no es por ti
nunca la oyes hablar, solo habla contigo y nadie mas
nada puede sufrir que no sepa solucionar
temor, alcohol de quemar
pon tus manos a volar, o en tus ojos el temor
azul, vuelve a reflejar, y fundido con el sol
reina un sueño de sonido a mar.
se dejaba llevar, se dejaba llevar por ti
no esperaba jamas, y no espera si no es por ti
nunca la oyes hablar, solo habla contigo y nadie mas
nada puede sufrir que no sepa solucionar
se dejaba llevar, se dejaba llevar por ti
no esperaba jamas, y no espera si no es por ti
nunca la oyes hablar, solo habla contigo y nadie mas
nada puede sufrir que no sepa solucionar
4.10.09
Muito mais
Lembras-te do poema de Fernando Pessoa. E do muito de bom que nos une. É bem mais do que Summer Madness, é tudo o que vivemos em sintonia, apesar do tempo e do espaço.
23.7.09
26 de Julho, Dia dos Avós
Passaram por cá e apenas numa hora e meia lamberam as nossas feridas, deixando-nos a sorrir acenando com todos os poros.
Por ontem e por toda a vida passada e futura, faço minhas, mais uma vez, as palavras da APFN:
"Neste Dia dos Avós,
a APFN quer cumprimentar-vos a todos,
mas muito em especial,
àqueles “Grandes Avós” de diferentes idades, cores e saberes,
que hoje, de modo muito particular,
são ainda uma referência de bom-senso, ternura e estabilidade,
para filhos e netos,
sendo porto seguro nas horas de borrasca,
refúgio de paz no caos das guerras familiares,
colo e consolo para males e dores
de corpo e de alma,
porta aberta e acolhedora,
quando o mundo desaba sobre crianças e jovens,
e o pão falha
ou a residência alterna,
ao sabor do capricho de pais que se odeiam e maltratam,
maltratando os seus próprios filhos,
ao usá-los como armas de arremesso,
escudados em leis iníquas,
que ilusoriamente os libertem depressa, depressa...
para correrem loucamente,
atrás de uma nova e efémera felicidade que lhes foge,
prontos a reiniciar um novo ciclo de paixão - promessa - desilusão,
esquecidos de outras juras de amor que um dia fizeram...
Avós de coração grande,
do tamanho do mundo,
que numa idade em que já mereciam algum descanso,
quantas vezes no final de uma vida de lutas e canseiras,
aguentam a barra
com um sorriso,
tratam e lambem as feridas
com carinho,
são a luz que resta ao fundo do túnel
e os fiéis transmissores de valores intemporais.
A estes Avós, quantas vezes incompreendidos,
(ditos “incómodos” e “antiquados”,
por defenderem a Verdade)
Mas sempre disponíveis,
Embora frequentemente esquecidos
quando já não necessários...
a estes Avós,
Pedimos que não desistam do vosso papel insubstituível,
E enviamos um abraço de amizade e sincero reconhecimento público
23 de Julho de 2009
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Rua José Calheiros,15
1400-229 Lisboa
Tel: 217 552 603 - 919 877 902
Fax: 217 552 604"
16.7.09
29.6.09
Reencontro
Falaram de leituras. E Roberto Juarroz pode explicar porque ela preferiu não se maquilhar, nem vestir-se para impressionar, e dar-lhe, para além da sopa e da fruta, apenas meio copo de vinho repartido entre ambos:
"Buscar una cosa es siempre encontrar otra. Así, para hallar algo, hay que buscar lo que no es. Buscar al pájaro para encontrar la rosa, buscar el amor para encontrar el exilio, buscar la nada para descubrir un hombre, ir para atrás para ir hacia delante. La clave del camino, más que sus bifurcaciones, su sospechoso comienzo o su dudoso final, está en el cáustico humor de su doble sentido. Siempre se llega, pero a otra parte. Todo pasa. Pero a la inversa."
Como duas crianças, brindaram ao Amor puro.
Faz sol cá dentro
Viu-lhe as mãos tremer enquanto recebia os bocadinhos de pão ora barrados com manteiga ora com queijo fresco. O seu coração de menina bateu mais forte quando o ouviu dizer que 25 anos antes lhe tinha escrito uns poemas. E se fosse possível voltar atrás? Olhou no fundo dos seus olhos e viu sonho e doçura.
"há muito tempo que tinha o desejo de visitar Marvão. nos jornais já tinha lido sobre o desejo de candidatura a património da humanidade e sabia que tão nobre terra ficava encostada a espanha (terras de maus ventos e piores casamentos). por inúmeras razões nunca lá fora. por muitas outras razões era pouco provável que aqui chegasse tão cedo. primeiro fora madrid e a movida madrilena, depois paris a cidade luz e dos perfumes, acabei em marvão, depois de duas horas e meia de carro, depois de mais um dia de escritório, depois de mais umas não sei quantas "visitas" ao CITIUS. marvão sita na serra de s. mamede, a norte de portalegre equidistante de cáceres e badajoz, quase toca no céu.
o dia amanheceu cinzento, muito cinzento e eu levantei-me quase da mesma cor, depois de terminar uma longa batalha com a almofada, o colchão e a coberta (será a porra da idade que me faz ficar comichoso...). pequeno almoço tragado fugimos para o labirinto do empedrado e tropeçámos num imenso frio que mordia as orelhas e lambia as faces queimadas, bbrrrr...
que frio disseste e logo o céu em rio se transformou, corremos em direcção ao abrigo, trocamos de roupa e no entretanto trocámos de corpos, de beijos, de mãos. mais quentes e impermeabilizados vimos a chuva enregelar e as gotas de água eram agora farripas que dançavam e nos convidavam para a festa, demos corda aos pés e bailámos pela encosta acima, o salão era todo branco e a orquestra ainda uma menina. passeámos, dançámos, enquanto a neve caía. marvão vestiu-se de branco para nos dar os bons dias. bom dia amor, bom dia."
19.1.08
Música
SOUL/JAZZ/BLUES (Corinne Bailey Rae)
Like a Star
Just like a star across my sky
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same
Just like a song in my heart
Just like oil on my hands
Honor to love you
Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
You've got this look i can't describe
You make me feel like I'm alive
When everything else is a fade
Without a doubt you're on my side
Heaven has been away too long
Can't find the words to write this song
Oh... Your love
Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
I have come to understand
The way it is
It's not a secret anymore
'cause we've been through that before
From tonight I know that you're the only one
I've been confused and in the dark
Now I understand
I wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
I wonder why it is
I wont let my guard down
For anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
Just like a star across my sky
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same
Just like a song in my heart
Just like oil on my hands
Like a Star
Just like a star across my sky
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same
Just like a song in my heart
Just like oil on my hands
Honor to love you
Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
You've got this look i can't describe
You make me feel like I'm alive
When everything else is a fade
Without a doubt you're on my side
Heaven has been away too long
Can't find the words to write this song
Oh... Your love
Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
I have come to understand
The way it is
It's not a secret anymore
'cause we've been through that before
From tonight I know that you're the only one
I've been confused and in the dark
Now I understand
I wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
I wonder why it is
I wont let my guard down
For anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
Just like a star across my sky
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same
Just like a song in my heart
Just like oil on my hands
30.12.07
Filhos
Filho: a palavra sugere-me continuidade, amor incondicional, cumplicidade, dádiva, plenitude...
Apaixona-me todo o processo: do planeamento, passando pela concepção, a gravidez, o parto, a amamentação, o cuidado diário, a educação, o desenvolvimento, a aprendizagem que se realiza na relação mais profunda que existe entre humanos - a da mãe com o filho - até chegar o momento em que encerramos a nossa missão aqui na Terra. É verdade: uma vez tornados mães ou pais, sê-lo-emos até morrermos.
Bicicleta
http://fotos.sapo.pt/menos1carro/pic/0000t1t6
Ecológica, económica, rápida para pequenos trajectos, ajuda a manter a forma, favorece o contacto com a Natureza: é necessário dar mais razões para usar a minha bicicleta?
Em tempos de aquecimento global, é bom lembrar que andar de bicicleta protege o ambiente, pois a única energia que se gasta para pedalar é a do próprio ciclista. Mas não é só ecológica por isso: é silenciosa. A bicicleta não é boa apenas para o ciclista. Melhora a qualidade de vida de todos.
A bicicleta é um meio de transporte muito popular. Em países como a China e a Holanda, é fácil ver ciclistas no trânsito. Calcula-se que na China haja cerca de 500 milhões de bicicletas.
Além do divertimento, o preço da bicicleta não é elevado e cabe no orçamento da maior parte das pessoas.
Mas é necessário respeitar algumas regras para evitar acidentes:
- usar roupas de cores que chamem a atenção e um capacete
- levar identificação
- garantir que a bicicleta está em perfeitas condições de utilização: verificar se os pneus estão cheios, se as correntes estão oleadas e os travões a funcionar
- respeitar as leis do trânsito, as outras bicicletas e principalmente os peões
- nunca pedalar fora de mão
- evitar ruas movimentadas, procurar lugares tranquilos e espaçosos
- nunca entrar rapidamente em cruzamentos
- sinalizar com antecedência as intenções de virar para a esquerda, para a direita ou mudar de direcção
- não parar ou fazer movimentos bruscamente
- aprender a ouvir o trânsito, os barulhos dos carros e os peões
- nunca pedalar a ouvir walk-man, Ipod, MP3, etc.
- sempre que se atravessar a rua, procurar um sinal ou passadeira e descer da bicicleta para atravessar. Se não for possível, ter muito cuidado com os automóveis
Dança
Mais: corpo, ritmo, sensualidade. Menos: whatever.
ZOUK
ZOUK
Zouk — que significa festa — é uma dança praticada nas Caraíbas, mais frequentemente nas ilhas de Guadalupe, Martinica e Santa Lúcia. Como o merengue, o zouk possui uma coreografia simples e pobremente elaborada. Oriunda da lambada, tem, porém, movimentos mais adaptados ao andamento da música. A lambada é muito rápida e frenética, praticamente impossibilitando muitos passos que existem hoje. Pelo contrário, o zouk é lento e sensual, possibilitando muitos passos. Há já vários estilos zouk: o soulzouk e o zouk love, entre outros.
Pelo mundo fora dança-se zouk sobretudo no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília), Holanda (Amsterdão), Espanha (Barcelona e Palma de Maiorca), Austrália (Brisbane), Reino Unido (Londres), SãoTomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e Moçambique, contando com um número expressivo e crescente de dançarinos e eventos bem organizados.
29.12.07
Música
A minha raiz africana, a minha faceta easy-going e superficial... o corpo a falar mais alto:
ZOUK (Suzanna Lubrano)
ZOUK (Suzanna Lubrano)
Nha Sonho
Na Nha sonho tudo imposivel n'ta ta konsigui
Na Nha sonho n'ta komesa ta vive
Ne'n sin passa maior parti di nha vida
N'ta spera kel pesoa
Ki'n enkontra na nha sonho
Nu enkontra num paraizu di amor
Undi ke tudo e perfeitu
e paixau infinitu
Se pan vive na realididadi sen el
N'ta prefiri sunha ne'n ke mas di mil vez
N'fika enkantada
Ser tao dizejada
Ate e faze'n txora
Lagrimas di alegria
Na Nha sonho tudo imposivel n'ta ta konsigui
Na Nha sonho n'ta komesa ta vive
Amor di nha sonho dia ki'n enkontra ku bo
Bu ta komprendi pa modi ki'n sperau
Paixau di nha vida anda nha diresao
Sai di nha sonho entra na nha vida
Na Nha sonho tudo imposivel n'ta ta konsigui
Na Nha sonho n'ta komesa ta vive
Amor di nha sonho
Paixau di nha vida
Sai di nha sonho entra na nha vida
Tudo Pa Bo
Tudu ki bu presiza n’tene pa bo
Tudo ki bu ta dan e inkrivel mas e puru amor
Sima bo ka ten igual cherry bo nau
Ooh, bo nau
cherry bo nau, bo nau
Bo nau
baby bo nau, bo nau
Ooh bo nau
bo nau, nau
N’ta ser bu dama badja tudo tipu di dansa ku bo
Bu infermera n’ten remedi pa bo
Bu kumida i bebiba e mi
Kumen beben e pidi mas
N’ten mas pa bo
Ooh, bo nau
cherry bo nau, bo nau
Bo nau
baby bo nau, bo nau
Ooh bo nau
bo nau, nau
You’re too good to be
You’re too good to be true
You’re too good
Mmh babe you’re too good to be true
You’re to good to be true
You’re to good
Bu ten algu na bo ki sempri ta puxan pa bo
Bu simplisidadi e nha frakeza
Kada ves un novu expriensa ku bo mmm
You’re too good to be true
You’re too good
Tu es si sensuel
You’re too good to be true
You’re too good
Tu es si sensuel
E un sensasau hora ki bu ta
Shake your body, shake your body
E un sensasau apart jhora’s ki bu ta
Move your body, move your body
Bis…
Suzanna Lubrano é uma cantora Zouk caboverdiana, natural de Santa Catarina. Residente na Holanda, ganhou o troféu da Melhor Artista Africana, no âmbito do Kora Awards 2003, o mais prestigiado prémio musical do continente africano.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Suzanna_Lubrano)
O zouk é um género musical originário das Antilhas. Está presente em vários ritmos brasileiros e sempre teve grande influência na região norte do Brasil, especialmente no Pará.
Este género, praticado nas Antilhas francesas (Martinica e Guadalupe) e também em Santa Lúcia, tem forte presença nos P.A.L.O.P. Nos países de expressão francesa ele é cantado, principalmente, em crioulo.
Quando a moda de dançar lambada estava no seu auge, o zouk era chamado lambada francesa.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Zouk#Dan.C3.A7a)
KIZOMBA
Viciado na Bô - Beto Dias
Viciado na Bô - Beto Dias
Assinar:
Postagens (Atom)











































